Bom irei contar como cheguei a este esporte emocionante que é a ARRANCADA.
Sempre fui, desde pequeno, alucinado por carros, de esporte aos clássicos e até carros de transporte pesado, onde eu e meus amigos de rua pegava-mos carrinhos de plástico e colocamos areia ou pedra para rebaixá-los e assim deixávamos mais estáveis para serem puxados no cordão, após isso, fazíamos uma corrida de retas e as vezes de curvas onde os carros não podiam capotar.

Fiquei adulto e continue com este vicio que se chama CARROS, aos 19 anos meu pai me presenteou com um Opala 1975 branco 2 portas que era de um tio que pelo fato como de ser desembargador o carro tinha pouquíssima quilometragem. Logo rebaixei e coloquei uns pneus pirelle radiais que eram um sucesso quando lançado no Brasil, isso na década de 80, imagina um Opala branco 2 portas rebaixado e com pneus largos na traseira e na dianteira um pouco mais estreitos, era o máximo rsrsrsrsrsrs.
Então logo casei e comecei a colecionar automóveis, primeiro carro foi uma camioneta F100 1959 que transformei em uma camioneta daquelas que víamos em revista Americana, foi feita em Blumenau e foi capa de uma revista que não existe mais chamada 4 por 4 offroad, além de ter um pôster no meio desta mesma revista e uma grande reportagem com ela passando pelas praias e dunas de nossa ilha maravilhosa que é Florianópolis.

Depois deste carro em um passeio fui a Jaraguá do Sul, me encontrei o primeiro Karmannghia 1970 branco todo original e que gamei a primeira vista e logo consegui comprá-lo. Quando comprei ainda descobri que o antigo dono tinha comprado de uma concessionária e tinha todas as peças possíveis deste modelo, detalhe que não fabricavam mais peças do Karmannghia 1970 no Brasil, por isso arrematei todas elas, trazendo para Florianópolis na minha F100 da capa da revista 4 por 4.
Deixe o Karmannghia zerado e lindo. Tempos depois apareceu o Karmannghia 1966 para comprar, o que foi uma novela mexicana para conseguir.

Restaurei totalmente e ainda tive algumas surpresas, pois quando fui buscar o carro ele estava na cor branca e tinha capas nos bancos, capas pretas para proteger, mais que para mim foi ótimo, pois por baixo tinha os bancos originais BRANCOS, uma raridade para época, no qual seu interior era bege e sua cor original (do carro) era Vermelho.

Depois deste relato breve tive mais alguns automóveis raros e como me separei da mãe dos meus filhos, perdi a tesão por este tipo de carro, onde vendi todos os exemplares ficando somente os Karmannghias.
Com isso resolvi realizar meu grande sonho, que era transformar estes carros, em verdadeiros bólidos, com um muito motor forte e com cara de bonzinho, e quando alinhavam nos semáforos viam que de velho e fraco não tinha nada.

Partindo disso resolvemos fundar com um Grupo de Pilotos de Arrancada (GPA), um pessoal para realizar arrancadas, organizadas com regulamentos e com segurança, onde ai começamos a ter este esporte em Florianópolis.

Então comecei a mexer no Karmannghia branco 1970 e transformei em um Forca Livre Tração Traseira (FLTT), motor a ar com turbo compressor onde foi preparado por Sandro Bruno na Sportsystem, trazendo muitas alegrias, pois fui campeão várias vezes e até campeão Brasileiro. Pintamos de azul com detalhes em prata e ficou conhecido em todo o Brasil, pois era o único Karmannghia de arrancada existente até então. (Karmannghia Turbo).